Monday, July 30, 2007

A imagem da perfeição

O facto de querer construir apenas objectos perfeitos, conduz inevitavelmente à desilusão.

A perfeição é inatingível. A busca da perfeição, com as suas consequentes etapas e imperfeições várias, é reflexo de boa conduta.

Viver em constante refinamento em vez da obrigação de fazer sempre bem e correcto, é um desafio.

Tuesday, January 02, 2007

Bom 2007!

Posted by Picasa

Sunday, December 17, 2006

bitsound's podcast

A experiência de gravar um podcast é semelhante à gravação de uma cassete com a compilação daquelas músicas que gostamos muito e que gostamos de partilhar. A diferença é que as cassetes eram direcionadas para alguém em particular, o podcast não tem público alvo definido, é para quem o encontre e tenha interesse em ouvi-lo.



Mais um excelente podcast para a minha lista do iTUNES.

A exuberância

DISPÊNDIO: Figura pela qual o sujeito apaixonado aspira e hesita simultaneamente em colocar o amor numa economia do puro gesto, da perda «para nada».

O discurso de amor não está desprovido de cálculos: medito, por vezes conto, seja para obter tal satisfação, para evitar tal mágoa, seja para impor interiormente ao outro, num movimento de humor, o tesouro dos artifícios que delapido para nada em seu favor (ceder, esconder, não ferir, divertir, convencer, etc.). Mas estes cálculos não são mais do que impaciências: nenhum pensamento de um ganho final: o Dispêndio está aberto, até ao infinito, a força deriva, sem objectivo (o objecto amado não é um objectivo: é um objecto-coisa, não um objecto-fim).

Fragmentos de um discurso amoroso.
Roland Barthes
colecção Signos - edições 70

Sunday, December 03, 2006

«Destruo-me, sucumbo...»

O que é a destruição senão um aniquilamento oportuno? Não me seria difícil ver nele, não um repouso, mas uma emoção? Disfarço o meu luto numa fuga; diluo-me, desmaio para escapar a esta dureza, a este estrangulamento, que faz de mim um sujeito responsável: saio: é o êxtase.

Fragmentos de um discurso amoroso.
Roland Barthes

Saturday, November 25, 2006

. . . . . BitSound

O zito já fazia parte da minha lista de favoritos do Mozilla Firefox. Passou por aqui no outro dia. Volte sempre!

Monday, November 13, 2006

A espera é um delírio

O ser que espera não é real. Tal como o seio da mãe para o recém-nascido, «crio-o e recrio-o sem cessar a partir da minha capacidade de amar, a partir da necessidade que tenho dele»: o outro chega ali onde o espero, ali onde já o criei. E, se ele não chega, alucino-o: a espera é um delírio.

Winnicott
Fragmentos de um discurso amoroso. Roland Barthes

Sunday, November 12, 2006

Monday, November 06, 2006

Camera Obscura: Country Mile

Country Mile

Silver Birch against a Swedish sky
The singer in the band made me want to cry
We're all inside our own heads now
We are leaving new friends
We are leaving this town
I wish you could be here with me
I would show you off like a trophy
The road it winds, it twists, it turns, now my stomach burns

Once again I'll be the foolish one
Thinking a blink of these lashes would make you come
Don't you worry, don't get in a state
I don't believe in true love anyway
Who's being pessimistic now
I could document this as our first and our last row
The more you look forlorn, the more to you I warm

I won't be seeing you for a long while
I hope it's not as long as a country mile
I feel lost

Tuesday, October 31, 2006

Mobile Blog



Tuesday, October 03, 2006

Hi, what's up?

Alimentar um blog é tarefa díficil. Três é impossível.

O Lonely Soul vai continuar a ser um blog intermitente mas vai continuar.

De resto tudo mais ou menos igual.

Saturday, January 07, 2006

Renascimento

Tuesday, March 01, 2005

Viagens

Thursday, February 10, 2005

A solidão do apaixonado

A solidão do apaixonado não é uma solidão de pessoa (o amor confia-se, fala-se, conta-se), é uma solidão de sistema (talvez porque sou incessantemente abatido pelo solipsismo do meu discurso). Difícil paradoxo: posso ser ouvido por todos (o amor vem dos livros, o seu dialecto é corrente), mas só posso ser escutado (recebido «profeticamente») pelos sujeitos que têm exactamente e presentemente a mesma linguagem que eu. Os apaixonados, diz Alcibíades, assemelham-se aos que foram mordidos por uma víbora: «Não querem, diz-se, falar do seu acidente a ninguém, excepto àqueles que dele já foram vítimas, por serem estes os únicos capazes de compreender e desculpar tudo o que eles ousaram dizer e fazer sob o efeito das dores»: miserável tropa dos «Defuntos famélicos», dos Suicidas de amor (quantas vezes se não suicida um mesmo apaixoando?), a quem nenhuma grande linguagem (se não for, fragmentariamente, a do Romance passado) empresta a voz.

Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso

Wednesday, February 09, 2005

É Assim a Música

A música é assim: pergunta,
insiste na demorada interrogação
- sobre o amor?, o mundo?, a vida?
Não sabemos, e nunca
nunca o saberemos.
Como se nada dissesse vai
afinal dizendo tudo.
Assim: fluindo, ardendo até ser
fulguração - por fim
o branco silêncio do deserto.
Antes porém, como sílaba trémula,
volta a romper, ferir,
acariciar a mais longínqua das estrelas.

Eugénio de Andrade, Poesia

Tuesday, February 08, 2005

Nota

É que penso que o que decide
sobre o bem e o mal
não é a comunicação
das pessoas entre elas, mas
apenas a maneira das pessoas
se darem consigo próprias.

Jakob Wassermann, Der Fall Maurizius

Monday, February 07, 2005

O Peso da Sombra


Palácio do Buçaco

Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos,
e juro que ao fazer da palavra
morada ao silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade, Poesia

Sunday, February 06, 2005

Imagens de Barcelona I


Templo da Sagrada Família

Saturday, February 05, 2005

Too young to die but too old to survive


Too young to die
But too old to survive -
I've spent too long
Trying to write this song.
The tune is okay
But the words are all wrong -
Maybe its time for a change.

I've lived a lie
Since the day I arrived,
Building my dreams
Grand romantic schemes.
Now I'm 28
But I'm still in my teens -
Well maybe its time for a change.

Now it's time to say goodbye
To my suit, my shirt, my tie.
My youth seems to have passed me by
And I'm too young to die.

I will not weep
For what we leave behind.
I must break free
From that part of me
That values the art
Over the humanity.
I think its time for a change.

I thought that I
Was doing fine
But now I've changed my mind

'Cause now its time to say goodbye
To my suit, my shirt, my tie.
My youth seems to have passed me by
And I'm too young to die.

Too young to die,
Yeah,
Too young,
Too young
Yeah, yeah, yeah!

Maybe its time for a change.

The Divine Comedy, Too Young To Die